segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Jerry Lewis (1926-2017)

Morreu serenamente, em sua casa em Las Vegas, aos 91 anos. Jerry Lewis, um dos maiores comediantes norte-americanos, apreciado em todo o mundo.

Pessoalmente, não tinha qualquer simpatia pelo seu estilo de cómico, tal como nunca apreciei Louis de Funès, o Cantinflas, o Totó, o Mr Bean ou o Eddy Murphy - embora todos eles tenham o seu valor e sejam muito considerados.

Porém, como muito bem diz um amigo e colega de ofício, «o século XX está a querer deixar-nos». Por isso, aqui fica a minha breve homenagem ao grande ator que agora desapareceu. 

Aqui fica a sua interpretação da Typewriter Song, um sucesso dos anos 50, do tempo em que as máquinas de escrever eram um instrumento indispensável em qualquer escritório. Do tempo em que as secretárias tinham de tirar cursos de datilografia e de estenografia. Ganhavam os empregos as que mostravam maior rapidez e eficiência a datilografar...




domingo, 20 de agosto de 2017

Ciúmes? Não, obrigada.

«O ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor.»

Marcel Proust


«O ciúme tem as suas raízes mais no egoísmo do que no amor.»

Henry Longfellow


Das coisas que mais podem atormentar uma mãe é sentir desentendimentos entre os filhos por causa de ciúmes infundados! (digo eu) É uma aperto no peito, um desconsolo, uma enorme contrariedade. (digo eu)


«A culpa é dos ciúmes, das brigas, das desconfianças, das mentiras e da falta. O amor não tem culpa.»

Pequena Sereia




sábado, 19 de agosto de 2017

É bem certo...




Pode ser muito zen , muito in, muito moderno, muito relaxante e tal, mas passar doze dias numa casa sem televisão nem internet a contemplar o Mediterrâneo é de mais para mim... 

E nem um jornalzinho português (desde que não fosse o Correio da Manha...)

Valeram as valentes banhocas naquele "mar do meio" com aquela água calma, quentinha e transparente (apesar das mordidelas das medusas...) e as passeatas por allá...

Bom, mas agora que estou de volta, vamos ver se ponho as visitinhas aos meus amigos bloggers em dia e se volto a ganhar o meu ritmo habitual...

(Já viram a maldadezinha da Afrodite? Já não se pode confiar nos deuses! E menos ainda nas deusas...)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Gatinho Luca

Mesmo aqui à beira do Mediterrâneo, na estância balnear onde há anos foi gravada a série Verão Azul que fez as delícias dos miúdos nos anos 80, soube que celebraram ontem o dias internacional do gato. 

Pois não sabia! Para mim o dia do gato é o dia 17 de Fevereiro, mas como gosto muito de gatinhos, não resisto a editar aqui um pequeno vídeo sobre as aventuras do gatinho Luca, última "aquisição" da escritora Cristina Carvalho, filha do nosso poeta de referência António Gedeão, ou melhor, do professor Rómulo de Carvalho.



Beijinhos e ronrons

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Hasta pronto!



Me voy a Malaga y sin "interné"....



(Mas nunca sem vos deixar uma das minhas memórias musicais.... Espero que gostem.






Se queden bien...

Hasta pronto.

Besitos


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Desvendando o Enigma X

Sabem bem que eu não sou lá muito dada a estas coisas de Enigmas, mas no Domingo recebi uma mensagem de uma certa amiga blogger a dizer que estava de passagem por Leiria e que ia a caminho de uma escapadinha com os seus mais queridos.

Já não dava para ir ter com eles porque queriam ir jantar a uma bela praia aqui do distrito. Porém, qual não é o meu espanto que oiço tocarem à porta e quem era? A dita amiga blogger com um lindo vaso de hortênsias para mim…




Ora surpresa com surpresa se paga e, como não ia haver «Uma Mão Cheia de Palavras», o enigma de Domingo, lá no blog da dita amiga – que está sempre pronta a homenagear os amigos bloggers – resolvi elaborar um enigma cuja resposta a referisse.




E foi assim que o delineei:

1. Blog
2. Amor
3. Rain and Tears
4. Sensualidade
5. Antiguidade

                  E a resposta é … …
………………………………………………………………….

Resposta – completíssima – do Rui, o primeiro a acertar:

Justificações das Palavras :

1. Blog – Jardins de Afrodite
2. Amor – Verdade que Afrodite é a Deusa do Amor !!!
3. Rain and Tears - Já explicado acima em pormenor – Afrodite’s Child
4. Sensualidade – E não é verdade que o seu Blog é pleno de sensualidade ?...
5 -Aqui, ANTIGUIDADE poderá ter dois pontos de vista :

A Afrodite que já anda nos blogs há mais de 8 anos, mas também por outro lado, o tema é dos anos 60 e o Demis Roussos ainda muito novinho !… Portanto … antiguidade ! :))
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Resposta da própria:

1. Blog​ - ​há um blogue de nome Jardins de Afrodite (hehehehe)
2. Amor​ - ​a deusa Afrodite é considerada a Deusa do Amor, mas na verdade Amor=Eros, é um dos filhos de Afrodite.
3. Rain and Tears​ - ​É um tema (que eu conheço bem) cantado pelo Demis Russos no tempo em que ele fazia parte da banda "Aphrodite's Child"
4. Sensualidade​ - ​outra inegável qualidade/característica atribuída à deusa Afrodite. É-lhe reconhecida beleza e sensualidade.
5. Antiguidade​ - Afrodite é uma deusa da antiguidade, era venerada na Grécia Antiga.

E a resposta é…​ AFRODITE (a deusa, claro, não a Afrodite bloguer)​

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Também a Catarina, a papoila e a dona redonda acertaram. O Pedro Coimbra enviou a resposta para os Jardins da Afrodite.

Entretanto, agradeço também a todos os comentadores do Enigma X.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Eu temo muito o mar

Eu temo muito o mar, o mar enorme,
Solene, enraivecido, turbulento,
Erguido em vagalhões, rugindo ao vento;
O mar sublime, o mar que nunca dorme.

Eu temo o largo mar, rebelde, informe,
De vítimas famélico, sedento,
E creio ouvir em cada seu lamento
Os ruídos dum túmulo disforme.

Contudo, num barquinho transparente,
No seu dorso feroz vou blasonar,
Tufada a vela e n'água quase assente,

E ouvindo muito ao perto o seu bramar,
Eu rindo, sem cuidados, simplesmente,
Escarro, com desdém, no grande mar!

Cesário Verde

Este soneto - "Heroísmos" - de Cesário Verde foi-me dado a conhecer pela leitura do livro «Que Importa a Fúria do Mar» de Ana Margarida de Carvalho (os romances desta mulher estão a pôr-me doida este Verão!)

As quadras do soneto fazem parte da epígrafe de um dos capítulos do livro referido e logo me encantaram, embora os tercetos inflitam para o heroísmo dos Descobrimentos portugueses. Talvez por isso a escritora tenha optado por transcrever apenas as quadras para a dita epígrafe.

Ela própria descreve o mar desta forma simbólica, quimérica:

«Porque isso é o que recorda com mais força, e dor, e sufoco. Aquela opressão do mar. Era o seu pesadelo recorrente, aliás. De repente, via-se na praia, pés ma areia molhada, e um mar de cordeirinhos mansos, espuma benigna, vinha roçar-lhe as pernas, só docilidade com sal, mas o caudal engrossava, engrossava, quando a onda regredia ela era arrastada até cair, mãos cravejadas na areia, a ser puxada e engolida no turbilhão doido. (...)


O mar é como tu, mãe. Sem remorsos.» (p. 136)