domingo, 24 de setembro de 2017

Exposição de animais

Foi já há algum tempo, mas vale sempre a pena recordar e mostrar. Visita à exposição e feira de animais na vetusta vila de Belmonte. 

Cães Serra da Estrela.











Ó p'ra mim tão bem acompanhada!...



Mochos, corujas e falcões

Coruja

Falcão

Falcões

Mocho

Outro mocho

E os garbosos cavalos






Claro que as minha preferências recaíram sobre os cães! Se bem que tenha gostado bastante da corujinha...

E para vós?

sábado, 23 de setembro de 2017

La Mer

Não obstante ter-se dado ontem ao início da noite o equinócio de outono, o tempo aqui em Leiria continua a ser de verão ameno durante o dia embora as noites sejam já algo frias - com mínimas de 9 -10 graus.

Hoje o mar estava lindo ali no Pedrogão e havia turistas de países da Europa lá de longe com as suas caravanas estacionadas sobre o mar, desfrutando o nosso belo Sol e a cor azul do nosso mar com aquele cheiro a maresia tão caraterístico  aqui do Oeste.






Não há como não lembrar a belíssima canção francesa...




sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Chegou o Outono

Em honra da estação que há pouco chegou, aqui fica esta belíssima Canção de Outono da grande poeta brasileira Cecília Meireles.

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...




quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Recordando Elis

Uma relíquia recebida por mail.  *Bar da Carmela, no Bexiga...*

Elis Regina era recém chegada de Porto Alegre, nos anos sessenta. Canta com Adoniran Barbosa,(1910-1982)  numa mesa do bar, uma música que ele acabara de compor para sua noiva IRACEMA que morrera atropelada em plena Avenida São João, uma semana antes do seu casamento.  Muita gente ignora que este samba nasceu do atropelamento da noiva de Adoniran.





E pela mesma dupla, quem não se lembra de «Tiro ao Álvaro», tema da novela Dona Xêpa?

Uma maravilha!





quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lenda de Zarah, a Princesa Moura

Como furtar-me a tão belo e romântico desafio? 

Este vem da Catarina, que passou à Afrodite e esta à papoila e à Janita e agora é a minha vez de vos contar a lenda de Zarah, a Princesa Moura, que, em noites de luar, ainda anda se avista nas ameias do Castelo...



«Nos tempos já muito distantes do Rei Afonso, que do norte vinha para o Sul, conquistando terras e mais terras que estavam na posse da moirama, chegou ele às proximidades de Leiria cuja terra conquistou também.

Aqui construiu um castelo roqueiro, que entregou à guarda dos seus guerreiros, abalando à conquista de mais terras, a construir um Portugal maior.

Os mouros sabendo do castelo pouco guardado, voltaram e, após uma luta porfiada, venceram os guardas do castelo e tomaram-no.

Passou a ser por essa altura, seu guardião, um velho mouro que vivia com sua filha, uma linda moura de olhos esmeraldinos e louros cabelos entrançados, chamada Zara.

Um dia, já o sol se escondia no horizonte sob nuvens acobreadas, a linda moura, estava à janela do castelo voltada ao Arrabalde, a pentear os cabelos encanecidos de seu velho pai, quando viu ao longe uma coisa que lhe pareceu estranha, mesmo muito estranha.

Que viu a linda princesa castelã, de olhos verdes de esmeralda?

Viu o mato a deslocar-se de um lado para o outro e também em direção do castelo.

Foi então que a linda princesa castelã perguntou ao seu velho pai:

“Oh! Pai, o mato anda?” Ao que o pai da linda princesa, respondeu:

“Anda, sim, minha filha, se o levam.”

E o mato era levado, sim, mas pelos guerreiros cristãos do Rei Afonso, que se escondiam atrás de paveias de mato que cortaram e ajuntaram para avançarem para o castelo sem serem vistos.

E avançaram, avançaram cautelosamente, até que já próximo da porta chamada da traição, correram, passaram-na lestamente e conquistaram o castelo.

Nunca mais se soube da linda princesa de olhos verdes, nem de seu velho pai, que era o Governador, mas, a partir desse dia, Portugal ficou maior.»




terça-feira, 19 de setembro de 2017

É justo!

Aviso aos consumidores
encontrado algures
em França...



Que é como quem diz:

Pede-se aos que bebem para esquecer o favor de pagarem antes.
Obrigado. Cordialmente.
E depois:  à vossa!!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Do Jornal de Letras

Gosto muito de ler o Jornal de Letras, embora não compre todos os seus números. Compro os que tratam temas que me interessam, normalmente  literatura, educação, boas entrevistas a escritores, textos de Guilherme de Oliveira Martins, de Manuel Halpern, recensões críticas de livros recentes.

Há mais de um mês que não comprava nenhum (de referir que se trata de uma publicação bimensal) Por isso decidi-me a comprar o desta quinzena apesar de falar mais dos filmes portugueses que pretendem retratar a crise económica dos últimos anos - temas que me são pouco interessantes.



Mas devo afirmar que se mais não aparecer da sua leitura, valeu apenas por duas razões:

  • a entrevista à escritora Filomena Marona Beja que anuncia o seu novo romance «Avenida do Príncipe Perfeito» (se nunca leram nada dela, é bom que comecem a fazê-lo)
  • uma frase inédita de Fernando Pessoa, retirada do livro O Teatro Estático que reproduz a obra do poeta relacionada com o teatro, e que diz só isto:

        "Não sei se isto é tristeza ou alegria, tão vaga e misteriosa é a suavidade doentia que sinto." 

O meu encantamento pela frase vem do facto de me ter remetido para aquele último terceto do soneto de Camões «Busque amor novas artes, novo engenho» que li no meu 5º ano do liceu (atual 9º) e que nunca mais esqueci e que diz: 



Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.