quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Uma história de fadas

A história é de fadas, sim, Mas com muita ironia pelo meio. Ou não fosse de Saramago...
























Vitória, vitória
Acabou-se a história...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

De volta a Óbidos - Folio

Teria gostado de ir lá no 3º dia do Festival, sábado, dia 24, mas não deu. Havia o José Gil a falar sobre a Utopia em Fernando Pessoa, e o Manuel Alegre e o Bernardo Pires de Lima a discutirem a atual situação da Europa, e a Luísa Costa Gomes e o Jacinto Pires de Lima a falarem de literatura e de teatro, mas não deu...

Fui no domingo, dia 25 e também gostei. Óbidos estava / é linda, cheia de sol, de luz, de flores e de gente por todo o lado.













Pilhas de livros a muitos bom preço, mas como comprar mais e mais livros se depois não há tempo para os ler, nem já sítio para os arrumar?

E depois aproveitar para assistir à conversa de Ana Margarida Carvalho, Lúcia Bettencourt e Richard Zimler moderada pela escritora e crítica literária Helena Vasconcelos em volta do "dito! romance histórico.

Não ia muito entusiasmada com o tema porque atualmente os "ditos" romances históricos brotam como cogumelos em estilo best-sellers, isto é, sem grande qualidade literária. Mas, surpreendentemente, acabou por ser um belo momento (hora e meia que passaram a correr) de discussão de grande qualidade e com grande simplicidade sobre alguns dos livros daqueles autores.

Ana Margarida Carvalho referiu-se ao seu último romance «Não de Pode Morar nos Olhos de um Gato» sobre a vivência da escravatura pelos portugueses no Brasil - deve tratar-se de um romance bem violento mas de uma construção bastante inovadora.

Lúcia Bettencourt, escritora brasileira, que nos confidenciou que passara a sua lua de mel em Óbidos, falou com aquela tom natural, alegre e doce que os brasileiros tão bem usam, sobre os seus romances algo históricos «A Secretária de Borges» e um mais recente sobre o fim da vida de Rimbaud.

E Richard Zimler, uma simpatia aberta, que falou especialmente do seu primeiro romance «O Último Cabalista de Lisboa» sobre a vida dos judeus (sendo ele próprio judeu) em Lisboa no tempo anterior à entrada da Inquisição em Portugal, aludindo depois aos «Anagramas de Varsóvia» do tempo da II Guerra Mundial. 

Muito interessante!



É um mimo, Óbidos!!




segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A cassete

Eu conhecia a cassete audio,
a cassete de vídeo,
a cassete pirata, 
a cassete do PC...

mas pão cassete só vi no outro dia ali no supermercado...



... mas não toca, nem passa imagens, nem fala...

domingo, 25 de setembro de 2016

Leiria Sobre Rodas

Começou aqui há uns anos a com a adesão de Leiria ao movimento das Cidades Europeias sem Carros. O dia 22 de Setembro. Uma completa ironia porque os leirienses abominam andar a pé - a não ser agora com a moda das caminhadas - e, muito mais abominam utilizar os transportes públicos que, diga-se de passagem, nunca prestaram para nada aqui - exatamente por isso!

Quando Leiria aderiu a esse movimento europeu, a "minha" escola entrou de imediato ao desafio - aliás como sempre nesse tempo entrávamos em todos os projetos inovadores - e pusemos algumas turmas na rua com os professores a desenvolver atividades e a fazer visitas a pé.

Com o passar dos anos e dada a inércia desta gente, a moda da Cidade sem Carros esmoreceu e acabou por cair. Agora celebra-se mais a Semana Europeia da Mobilidade que faz um apelo muito mais gritante à vaidade dos leirienses.

Foi nesse âmbito que a edilidade entendeu realizar uma enorme exposição de automóveis, motas e bicicletas. Foi este fim de semana no Estádio (sempre há que lhe dar utilidade e movimento...)

Claro que estavam lá representadas todas as marcas de renome que fizeram questão de apresentar as suas máquinas últimos modelos. Mas não foram esses que me interessaram.
Gostei mais de ver os mais antigos, os mais emblemáticos.

Deixo-vos aqui uma pequenina amostra das centenas de veículos apresentados.










































(As emblemáticas Joaninhas... Imaginam o que era ir de Sintra a Minde nos anos 50
numa Joaninha?! Pois... Nem queiram saber...)










(O Anglia Fascination - o carro dos meus sonhos nos idos de 60...)


(Igual ao nosso primeiro carro, em inícios de 70)


(Igual ao nosso segundo carro mas em azul escuro, em meados de 70. Era LINDO!!)

E destas duas, qual escolhiam?...





sábado, 24 de setembro de 2016

«Pelo Tejo vai-se para o Mundo...»

Hoje foi dia de passear junto ao Tejo.
Ao contrário de Caeiro, eu, nada e criada em Algés, posso dizer que «o Tejo é o rio que corre pela minha aldeia» ... e que belo é «o rio que corre pela minha aldeia»...













«O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.»

(A. Caeiro)